domingo, 8 de junho de 2008

Resumo - Segundo Reinado / Reino dos Francos

SEGUNDO REINADO

1° Ministério Liberal
Maiorista (Defendiam a maioridade); Irmão Andrada e Cavalcanti; Durou 8 meses. D.Pedro derrubou os liberais e colocam os conservadores.

2° Ministério Conservador
Durou três anos; Regresso Conservador; Retorno do conselho de estado (grupo de amigos do Imperador); Reforma do "Código do Processo Criminal"- Diminuição dos poderes do Juiz de Paz, controle sobre o sistema jurídico e policia. Revoltas Liberais (MG e SP) foi sufocado pelo Duque de Caxias.

  • Alternância Entre liberais e Conservadores.
  • Exceção o Ministério da Conciliação.
  • Eleições do "cacete".
  • Parlamentarismo às "Avessa".

Modelo Eleições Partido Ministério 1°Ministro
Inglês Vencedor (Parlamento) (Chancele)

Obs: Caso ocorresse incompatibilidade entre o executivo (1°ministro) e o legislativo (deputados e senadores).O imperador escolhido:Demitia o ministério;Fechava o congresso e começara novas eleições.



REINO DOS FRANCOS

-> Duas Dinastias:

1. Merovíngia: O Reino dos francos deu origem a maioria das nações modernas. A primeira dinastia, a merovíngia, deve seu nome a Meroveu, herói franco na batalha dos Campos Catalunicos, contra os hunos de Átila. Clóvis, neto de Meroveu, que através de campanhas militares vitoriosas, conquistou, na Gália, regiões ocupadas por outros povos bárbaros, anexando-as ao cristianismo.Clóvis - diante a ameaça do fim da igreja católica. Converteu-se ao cristianismo (para se fortalecer, recebendo o apoio da igreja). A aliança entre Clóvis e a Igreja foi fundamental para a unificação política da Gália. A Expansão dos francos garante a sobrevivência da igreja. Expansão territorial grande.Expansão territorial = expansão da igreja.Terras conquistadas doadas aos nobres (fortalecimento).Durante a dinastia merovíngia, consolidou-se o processo de feudalização da Europa ocidental.Os reis da dinastia merovíngia foram perdendo autoridade, ficando sujeito aos senhores feudais. Esses Reis Indolentes devido à incompetência com que governaram.O poder foi sendo transferido para os prefeitos (mordomo) entre ele destacou-se Carlos Martel.Carlos Martel impediu a evasão árabe na França.
Com o apoio da igreja, Pepino (o filho de Carlos Martel) derruba o último rei da dinastia Merovíngia.

2. Carolíngia:

  • Epino, o breve.
  • Francos ajudam a igreja a lutar contra os lombardos que queriam tomar a península Itálica.
  • Patrimônio de S.Pedro ( terras conquistadas pela igreja ) , deram origens aos Estados Pontifícios.
  • Carlos Magno, filho de Pepino, assume o trono.
  • Apogeu do Reino dos Francos.
  • Expansão.
  • Terras doadas aos nobres, porém, esses tinham obrigações.
  • Centralização do Poder.
  • Organização Administrativa. Maior parte do império estava dividida em condados, cujos os administradores, os condes, eram diretamente nomeados pelo imperador e a ele ligados pelo juramento de fidelidade.As marcas ,unidades de fronteira encarregadas da defesa do império, eram governados pelos marqueses, que detinham grande poder militar.Havia ainda os barões, que , de seus fortes localizados em pontos estratégicos,auxiliavam na defesa das fronteiras.
  • 1° Conjunto de leis ESCRITAS da Idade Meia, CAPITULARES.
  • Renascimento Carolíngio (estimulo a cultura).
  • Escola Palatina, situadas nas dependências do próprio palácio.Nessa escola, dirigida pelo teólogo e pedagogo inglês Alcuíno, ensinava-se gramática,retórica, dialética, aritmética, geometria e música.
  • Os monges reproduziam os livros e obras deixadas pelos gregos e romanos.
  • Morte de Carlos Magno, o governo passou a ser exercido por seu filho Luís.
  • A sucessão de Luís gerou grandes disputas entre seus filhos: Lotário,Carlos, o Calvo e Luís, o Germânico.
  • Tratado de Verdum foi assinado pelos irmãos a fim de solucionar a questão sucessória. O tratado previa a divisão do Império em três partes, rompendo-se a unidade imperial conquistada por Carlos Magno.
  • A Luís coube ficar com a chamada França oriental, ou Germânia (atual Alemanha); Carlos herdou a França ocidental ( atual França); Lotário recebeu a faixa de terras situada entre esses dois reinos( do centro da atual Itália até o mar do Norte), que passou a se chamar Lotaríngia.
  • Novas Invasões bárbaras.
  • Enfraquecimento do poder central, processo de ruralização.
  • O trono da Germânia foi ocupado por Oto I.
  • Fusão da germânia coma lotaringia origina o Sacro Império Romano.
  • Fim da dinastia Carolíngia na França.
  • Hugo Capeto,conde de paris, funda dinastia Capetingia.




(Mapa do Império de Carlos Magno)

sábado, 7 de junho de 2008

Teste da II unidade (tipo B)

1) (FESP-adaptada) A religião muçulmana, que contribuiu para unificar os povos de origem árabe e lhes forneceu amparo espiritual ao longo de sua expansão:

a) tinha, como seu mais importante centro espiritual, a cidade de Bagdá. (FALSA - TINHA, COMO SEU MAIS IMPORTANTE CENTRO ESPIRITUAL, A CIDADE DE MECA)
b) inspirava a forma de governo parlamentar, pois os líderes religiosos reuniam-se numa assembléia proporcional. (FALSA - NÃO HAVIA GOVERNO PARLAMENTAR,NEM ASSEMBLÉIA, LOGO APÓS A MORTE DE MAOMÉ QUEM O SUBSTITUIU FOI O SOGRO E DEPOIS OS CALIFAS)
c) reconhecia em Maomé o único e verdadeiro Deus a ser adorado pelos islamitas. (FALSA - O VERDADEIRO DEUS A SER ADORADO ERA ALA, E MAOMÉ ERA O MAIS IMPORTANTE DOS PROFETAS E FUNDADOR DO ISLAMISMO)
d) pregava o politeísmo na medida em que reconhecia a adoração de vários deuses. (FALSA - ANTES DE MAOMÉ OS ÁRABES ERAM DE FATO POLITEÍSTAS ,COM A CONVERSÃO AO ISLAMISMO PASSARAM A ADORAR UM SÓ DEUS)
e) retirava a sua orientação dos textos considerados sagrados, contidos no Corão. (VERDADEIRA - CORÃO OU ALCORÃO, LIVRO SAGRADO DOS MULÇUMANOS, O QUAL ACREDITAM QUE E A PALAVRA LITERAL DE ALÁ)

2) (Puccamp 93) Maomé criou para os árabes:

a) uma nova forma de organização política e social, cujos laços de união baseavam-se na identidade religiosa e não no parentesco das tribos. (VERDADEIRA - ANTES DE MAOMÉ A ORGANIZAÇÃO POLÍTICA E SOCIAL ERA DESCENTRALIZADA, APÓS MAOMÉ OCORREU A UNIFICAÇÃO DAS TRIBOS)
b) um Estado muçulmano cuja sede, no período da Dinastia dos Omíadas, foi transferida para Bagdá. (FALSA - BAGDÁ SÓ FOI CRIADA NO PERÍODO DA DINASTIA ABÁSSIDAS)
c) uma nova forma de organização política, que se utilizava de mecanismos rudes e cruéis no tratamento com os povos conquistados.
(FALSA - PRATICAVAM UMA POLÍTICA DE TOLERÂNCIA COM OS POVOS CONQUISTADOS)
d) um Estado muçulmano de caráter autocrático, que se estruturou com as conquistas realizadas na Inglaterra e Escócia. (FALSA - NA EUROPA, AS CONQUISTAS ÁRABES SE LIMITARAM Á PENÍNSULA IBÉRICA - PORTUGAL E ESPANHA)
e) um Estado muçulmano cuja direção do Governo era exercida pelo condestável. (FALSA - NESSA ÉPOCA O CARGO POLÍTICO ERA EXERCIDOS PELOS CALIFAS)

3) (Uece 99) Na origem do chamado "cisma do Oriente", pode-se assinalar, entre outras coisas:

a) O Patriarca de Constantinopla não concordava com a interferência do Imperador nos assuntos da Igreja. (FALSA - O PATRIARCA DE CONSTANTINOPLA CONCORDAVA COM A INTERFERÊNCIA - CESAROPAPISMO)
b) as desavenças entre os membros da hierarquia católica e o Imperador bizantino diziam respeito à cobrança das, indulgências e à corrupção dos bispos. (FALSA - O FATO NÃO TEM RELAÇÃO COM O CISMA DO ORIENTE, E ISSO SO OCORREU NO FINAL DA IDADE MEDIA)
c) em Bizâncio, ao contrário do cristianismo ocidental, as imagens e os ídolos dos santos não eram objetos de adoração e culto. (VERDADEIRA - A IGREJA ORTODOXA RECEBEU INFLUÊNCIA INFLUÊNCIA ORIENTAL, POR ISSO A PRÁTICA RELIGIOSA ERA MAIS ESPIRITUALIZADA E ELES CONDENAVAM AS IMAGENS)
d) significou o aparecimento de inúmeras seitas "reformadas", que se desligaram da Igreja romana. (FALSA - A "REFORMA" QUE DEU ORÍGENS A OUTRAS RELIGIÕES SÓ OCORREU ANOS MAIS TARDE)
e) no Império Bizantino, a Igreja era submetida ao Imperador e promoviam um excessivo culto aos ídolos e às imagens. (FALSA - A IGREJA NÃO PERMITIA A ADORAÇÃO DE ÍDOLOS E IMAGENS)

4) (Uel 96) Os laços de vassalagem no período medieval envolviam direitos e obrigações entre as quais se destaca:

a) A prestação de serviço militar nas necessidades do suserano. (VERDADEIRA - EM TROCA DO BENEFICIUM - TERRA - O VASSALO DEVIA AO SUSSERANO AUXILIUM - AJUDA - E CONSILIUM - OBRIGAÇÃO DE PEDIR CONSELHO)
b) A prestação de serviços pessoais a qualquer suserano do rei. (FALSA - ELE SÓ DEVIA FIDELIDADE AO SUSSERANO QUE ELE FEZ O JURAMENTO)
c) O sustento financeiro das expedições militares de todo o reino. (FALSA - ELE SÓ DEVIA FIDELIDADE AO SUSSERANO QUE ELE FEZ O JURAMENTO)
d) A hereditariedade por linha masculina quanto às terras do suserano. (FALSA - O VASSALO NÃO TINHA DIREITO AS TERRAS DO SUSSERANO)
e) A organização da produção dos cereais em todas as terras do rei. (FALSA - QUEM TRABALHAVA NAS LAVOURAS ERAM OS SERVOS)

5) (UNB) Sobre o feudalismo podemos dizer que, exceto:

a) A relação de trabalho baseava-se na servidão: o servo entregava ao senhor feudal uma parte do que produzia e ainda trabalhava para ele em troca da proteção familiar. (VERDADEIRA - CORVÉIA: TRABALHO GRATUITO; TALHA;PORCENTAGEM DA PRODUÇÃO)
b) Na economia feudal não existia o comércio como atividade permanente e organizada; os produtos eram trocados diretamente, sem a utilização do dinheiro. (VERDADEIRA - NESSA ÉPOCA O USO DE MOEDA ERA RESTRITA E O FEUDO ERA AUTOSUFICIENTE)
c) No feudalismo, o poder político estava concentrado na pessoa do Rei. (FALSA - O PODER ESTAVA DESCENTRALIZADO, POIS CADA SENHOR FEUDAL POSSUÍA PODER EM SUAS TERRAS EM SUAS TERRAS)
d) No apogeu do feudalismo, a sociedade era formada pelo clero, nobreza e camponeses, e se caracterizava por pouquíssima mobilidade social.
(VERDADEIRA - ALÉM DISSO AINDA EXISTIA PARTICULARISMO POLÍTICO, RURALIZAÇÃO DA SOCIEDADE, AGRICULTURA DE SUBSISTÊNCIA, ETC)
e) Os camponeses constituíam a grande maioria da sociedade feudal. (VERDADEIRA - ERA A BASE DA PIRÂMIDE SOCIAL)

6) (UFMG) O período compreendido entre a abdicação de Dom Pedro I e o Golpe da Maioridade propiciou.

a) A formação dos primeiros núcleos de propaganda do Partido Republicano. (FALSA - O PARTIDO REPUBLICANO NÃO EXISTIU NESTE PERÍODO)
b) O fortalecimento do exército, que adquire, a partir de então, preponderante papel político. (FALSA - URANTE A REGÊNCIA ,O EXÉRCITO SE ENFRAQUECEU, PRINCIPALMENTE APÓS A CRIAÇÃO DA GUARDA NACIONAL)
c) A participação efetiva da Igreja nas questões relativas ao sistema escravocrata. (FALSA - O TEMA DA ABOLIÇÃO DA ESCRAVIDÃO NÃO ERA DEBATIDO NO BRASIL NESTE PERÍODO)
d) O acirramento das posições relativas ao centralismo e descentralismo político-administrativo. (VERDADEIRA - É POSSÍVEL PERCEBER OBSERVANDO O AVANÇO LIBERAL E O REGRESSO CONSERVADOR)
e) A conciliação, a nível político, dos partidos Liberal e Conservador. (FALSA - DISPUTA ENTRE LIBERAIS E CONSERVADORES ERA MUITO FORTE )

7) (FESP) A Primeira Assembléia Constituinte brasileira enfrentou dificuldades para discussão das suas propostas terminando por ser dissolvido por D. Pedro I em 1824. A constituição outorgada pelo Imperador.

1 - trouxe um sistema eleitoral censitário, que excluía a maior parte de população do direito ao voto; (VERDADEIRA - O VOTO CENSITÁRIO,ESTABELECE O CRITÉRIO DE RENDA)
2 - defendia idéias liberais, definindo uma estrutura de poder descentralizada; (FALSA - DEFENDIA UMA ESTRUTURADE PODER CENTRALIZADO)
3 - Permitia o voto das mulheres e dos analfabetos; (FALSA - NÃO ERA PERMITIDO O VOTO DA MULHER NEM DO ANALFABETO)
4 - seguiu o modelo do liberalismo europeu, consagrando a harmonia entre os três poderes; (FALSA - A CONSTITUIÇÃO NÃO ERA LIBERAL. HAVIA 4 PODERES. O PODER MODERADOS CONTROLA OS OUTROS 3)
5 - representou a vitória do autoritarismo do Imperador que teve suas atribuições políticas fortalecidas. (VERDADEIRA - FAVORECIA OS SEUS INTERESSES)

Estão corretas as alternativas:

a) 1 e 3
b) 2 e 3
c) 3 e 4
d) 4 e 5
e) 1 e 5

8) (UNB) Sobre o período regencial, um dos mais instáveis da vida política brasileira, assinale a alternativa incorreta:

a) Revolta dos Malês, Sabinada, Balaiada, Cabanagem são alguns dos conflitos que eclodiram nas províncias, ao longo do período regencial. (VERDADEIRA - O PERÍODO REGENCIAL FOI MARCADA POR DIVERSAS REVOLTAS. ALÉM DESSAS A CABANADA E A FARROUPILHA.) b) Dividiu-se em quatro etapas: Regência Trina Provisória, Regência Trina Permanente, Regência Uma de Feijó e Regência Una de Araújo Lima. (VERDADEIRA - AS 3 PRIMEIRA REGÊNCIA FORMOU O AVANÇO LIBERAL E A ULTIMA O REGRESSO CONSERVADOR)
c) O período regencial foi marcado pela eclosão de diferentes conflitos político-sociais, em decorrência da confrontação de grupos divergentes, envolvendo, em geral, as camadas mais pobres da população, que expressavam seu descontentamento contra um regime que não levava em conta seus problemas e necessidades. (VERDADEIRA - ESSA SITUAÇÃO PODE SER OBSERVADA PRINCIPALMENTE NA REVOLTA DA CABANADA E NA BALAIADA)
d) Durante o período regencial, organizaram-se diferentes correntes políticas, que chegaram a constituir importantes partidos, entre os quais se destacaram o Partido Liberal e o Partido Conservador. (VERDADEIRA - TINHAM PONTOS DE VISTAS POLÍTICOS DIFERENTES, POR ISSO VIVIAM EM RIVALIDADE)
e) A mudança da Regência Trina para Una foi determinada pelo Ato institucional de 1835, que reformava a Constituição outorgada em 1824; com esta mudança se pretendia assegurar a centralização do poder. (FALSA - NÃO EXISTIU O ATO INSTITUCIONAL DE 1835. ESSA MUDANÇA FOI DETERMINADA PELO ATO ADICIONAL DE 1834)

9) (PUC-SP) Os anos das regências, na história do Império brasileiro, podem ser caracterizados como um período de

a) Conciliação política entre exaltados e moderados. (FALSA - NESSA ÉPOCA O PARTIDO EXALTADO E O MODERADOR VIVIAM EM CONFLITOS)
b) Experiência republicana pela eleição dos regentes. (VERDADEIRA- DA MESMA FORMA QUE NO GOVERNO REPUBLICANO O PODER EXECUTIVO (REGENTES) ERA ELEITO )
c) Realização das reformas de base pelos partidos políticos. (FALSA - NÃO OCORRERAM GRANDES REFORMA NESSA ÉPOCA )
d) Agravamento das tensões sociais com a abolição do tráfico de escravos. (FALSA - NESSE PERÍODO A QUESTÃO DA ABOLI ÇÃO NÃO ERA DISCUTIDA)
e) Transição para novas formas de organização social. (FALSA - NÃO HOUVE GRANDE MUDANÇAS NA ORGANIZAÇÃO SOCIAL)

10) (CESGRANRIO) Aqueles que desencadearam a Guerra dos Farrapos fizeram saber, a todo o Império, que: "... esses males, nós os temos suportado em comum com as outras províncias da União Brasileira (...). Para que lançássemos mão das armas foi preciso a concorrência de outras causas (...) que nos dizem respeito (...) e que nos trouxeram íntima convicção da impossibilidade de avançarmos na carreira da civilização e prosperidade sujeitos a um Governo que há formado o projeto iníquio de nos submeter à mais abjeta escravidão..." O trecho do Manifesto Farroupilha de 1838 referia-se.

a) Aos anseios centralizadores, definidos como os únicos capazes de fazer avançar a sociedade "na carreira da civilização e prosperidade". (FALSA - ELES QUERIAM A DESCENTRALIZAÇÃO)
b) Aos anseios autonomistas das províncias e aos interesses dos estancieiros charqueadores gaúchos em alterar a política tarifária do Império. (VERDADEIRA - ELES QUERIAM A DIMINUIÇÃO DOS IMPOSTOS DE SAL)
c) Aos interesses conservadores em liquidar, ainda que pelo recurso às armas, a centralização defendida pelos estancieiros e charqueadores gaúchos. (FALSA - OS ESTANCIEIROS QUERIAM MAS AUTONOMIA PARA A PROVÍNCIA DO RIO GRANDE DO SUL)
d) Aos anseios autonomistas das províncias e à determinação de eliminar o sistema de produção escravista em vigor também na província do Rio Grande. (FALSA - ELES ERAM ESCRAVOCRATAS E NÃO QUERIA ELIMINAR O SISTEMA DE PRODUÇÃO ESCRAVISTA)
e) Aos anseios de civilização e prosperidade das várias regiões do Império entravados pela utilização do trabalho escravo. (FALSA - ELES QUERIAM BENEFÍCIOS PARA ELES, NÃO ESTAVAM PREOCUPADOS COM AS OUTRAS PROVÍNCIAS)


- Marília Galvão

sexta-feira, 6 de junho de 2008

Teste da II unidade (tipo A)

1)(FESP-adaptada) Os laços de vassalagem no período medieval envolviam direitos e obrigações entre as quais se destaca:

a) A prestação de serviços pessoais a qualquer suserano do rei. (Essa atividade era dos servos)
b) A hereditariedade por linha masculina quanto às terras do suserano. (Não tem nada haver com vassalagem)
c) A organização da produção dos cereais em todas as terras do rei. (Quem fazia a organização da produção de cereais eram os servos)
d) A prestação de serviço militar nas necessidades do suserano. (Esse era o laço de vassalagem)
e) O sustento financeiro das expedições militares de todo o reino. (Não era de todo o reino, só do suserano)

2) (Fuvest 98) "Assim, pois, a cidade de Deus que é tomada como una, na realidade tripla. Alguns rezam, outros lutam, outros trabalham. As três ordens vivem juntas e não podem ser separadas. Os serviços de cada uma dessas ordens permitem os trabalhos das outras duas e cada uma por sua vez presta apoio às demais ". O trecho anterior, escrito em 998 d.C., representa:

a) um ataque à representação do Deus uno, defendida pelos monofisistas. (Não é um ataque e sim uma explicação de como era a sociedade)
b) uma justificativa funcional das diferenças sociais no mundo medieval. (O texto justifica que nesse período se o homem nasce pobre é porque Deus quis e assim ele vai permanecer pelo resto de sua vida: pobre, então esta alternativa é a correta)
c) um retorno às concepções de Santo Agostinho, que opunha à cidade de Deus a cidade dos homens. (Essa altenativa não tem haver com a questão)
d) uma descrição da estrutura social de Roma, sede do papado e considerada a cidade de Deus. (Esse quesito esta relacionada ao Império Bizantino e não sobre Roma)
e) uma crítica à desigualdade entre os homens, pois estes são considerados iguais perante Deus. (É uma justificativa da desigualdade entre os homens, e estes não são considerados iguais perante a Deus naquela época)

3) (Uel 96) A religião muçulmana, que contribuiu para unificar os povos de origem árabe e lhes forneceu amparo espiritual ao longo de sua expansão,

a) inspirava a forma de governo parlamentar, pois os líderes religiosos reuniam-se numa assembléia proporcional. (Não existia essa assembléia proporcional)
b) pregava o politeísmo na medida em que reconhecia a adoração de vários deuses. (Eles adoraravam um único Deus chamado de ALÁ)
c) retirava a sua orientação dos textos considerados sagrados, contidos no Corão. (O Corão ou Alcorão é o livro sagrado dos mulçumanos cujo foi escrito por Maomé, e contém revelações do Anjo Gabriel)
d) reconhecia em Maomé o único e verdadeiro Deus a ser adorado pelos islamitas. (O único e verdadeiro Deus a ser adorado pelos islamitas era ALÁ)
e) tinha, como seu mais importante centro espiritual, a cidade de Bagdá. (O seu mais importante centro espiritual ficava na cidade de MECA)

4) (Fgv 2000) O surgimento do Islamismo permitiu à Arábia:

a) unificar apenas religiosamente a região, permanecendo, portanto, os interesses comerciais dos diversos Califados em conflito. (Não unificou só religiosamente, e sobre os Califados não foi nessa época)
b) a autonomia dos diversos Califados e, portanto, a difusão e fortalecimento de seus interesses comerciais e religiosos. (Nessa época houve a unificação)
c) consolidar uma unidade política e religiosa, fortalecendo-a e possibilitando a expansão de seu Império. (Foi isso que Maomé fez, centralizando a expansão do seu Império)
d) o fortalecimento e a propagação da primeira religião politeísta moderna; (A religião era monoteíta)
e) centralizar os diversos Califados e, portanto, a expansão do politeísmo por todo o Mediterrâneo. (Houve a centralização, mas com o islanismo acabou o politeísmo e começou o monoteísmo)

5) (Uece 99) Na origem do chamado "cisma do Oriente", pode-se assinalar, entre outras coisas:

a) as desavenças entre os membros da hierarquia católica e o Imperador bizantino diziam respeito à cobrança das indulgências e à corrupção dos bispos. (Errada, pois o Imperador ajudava a Igreja)
b) significou o aparecimento de inúmeras seitas "reformadas", que se desligaram da Igreja romana. (Essas seitas não se desligaram da Igreja)
c) no Império Bizantino, a Igreja era submetida ao Imperador e promoviam um excessivo culto aos ídolos e às imagens. (Eles condenam o uso de imagens)
d) em Bizâncio, ao contrário do cristianismo ocidental, as imagens e os ídolos dos santos não eram objetos de adoração e culto. (Eles eram contra a adoração de imagens e ídolos dos santos, completamnete diferente do cristianismo que adora imagens)
e) O Patriarca de Constantinopla não concordava com a interferência do Imperador nos assuntos da Igreja. (Quem comandava Constantinopla tinha o poder político e da Igreja. Ou seja não existia essa diferença que n alternativa é citada)

6) (UFRRJ) A primeira constituição do Império no Brasil, outorgada por D. Pedro I, representava a reação absolutista e a tomada do poder pelo partido português. Representava, ainda, a vitória do Executivo sobre o Legislativo, do Império sobre a aristocracia fundiária. São características da Constituição de 1824:

a) voto censitário, câmara eleita, senado vitalício, parte da Declaração dos Direitos do Homem, quatro poderes. (Correta, no voto censitário: D. Pedro nomeava o senador, e este ficava até o final de sua vida no poder. Câmara eleita: era formada pelos deputados, cujos eram eleitos por uma eleição de dois níveis, eleitor de paróquia e eleitor de província., ocorreu parte da Declaração dos Direitos do Homem, e os quqtro poderes: Executivo, Judiciário, Legislativo e Moderador.)
b) voto censitário, câmara eleita, manutenção da escravidão, senado vitalício, três poderes. (Não tinha a manutenção da escravidão, e eram quatro poderes)
c) voto universal masculino, senado vitalício, monarquia hereditária, três poderes. (O voto é censitário, não tinha a monarquia hereditária e eram quatro poderes)
d) voto censitário, monarquia hereditária, câmara e senado vitalícios, quatro poderes. (Não tinha monarquia hereditária, era só o senado que era vitalício)
e) voto censitário, câmara eleita, senado vitalício, parte da Declaração dos Direitos do Homem, três poderes. (Errada pois era quatro poderes)

7) (UFMG) O período compreendido entre a abdicação de Dom Pedro I e o Golpe da Maioridade propiciou.

a) O fortalecimento do exército, que adquire, a partir de então, preponderante papel político. (Ele não fortaleceu , pelo contrário, foi criada a guarda Nacional)
b) O acirramento das posições relativas ao centralismo e descentralismo político-administrativo. (Correta, propiciou desputas entre o centralismo e descentralismo)
c) A participação efetiva da Igreja nas questões relativas ao sistema escravocrata. (A igreja não participava das questões relativas ao sistema escravocrata)
d) A conciliação, a nível político, dos partidos Liberal e Conservador. Não existiu a conciliação dos partidos Conservador e Liberal a nível político.
e) A formação dos primeiros núcleos de propaganda do Partido Republicano. Não tinha o partido Republicano.

8) (FATEC-SP) O Ato Adicional de 1834 foi concebido como um instrumento conciliador e como fator de equilíbrio entre as principais forças políticas da época. Na ocasião foram votadas algumas modificações à constituição de 1824, com exceção de:

a) a transformação da Regência Trina em Regência Una.
b) a abolição do Conselho de Estado, principal órgão de assessoria do imperador.
c) o fim da vitaliciedade do Senado. (A vitaliciedade do Senado foi preservado)
d) a transformação da cidade do Rio de Janeiro em município neutro.
e) o fim dos conselhos de províncias, que cederiam lugar às assembléias legislativas.

9) (CESGRANRIO) Aqueles que desencadearam a Guerra dos Farrapos fizeram saber, a todo o Império, que: "... esses males, nós os temos suportado em comum com as outras províncias da União Brasileira (...). Para que lançássemos mão das armas foi preciso a concorrência de outras causas (...) que nos dizem respeito (...) e que nos trouxeram íntima convicção da impossibilidade de avançarmos na carreira da civilização e prosperidade sujeitos a um Governo que há formado o projeto iníquio de nos submeter à mais abjeta escravidão..." O trecho do Manifesto Farroupilha de 1838 referia-se.

a) Aos anseios autonomistas das províncias e aos interesses dos estancieiros charqueadores gaúchos em alterar a política tarifária do Império. (Correta)
b) Aos anseios autonomistas das províncias e à determinação de eliminar o sistema de produção escravista em vigor também na província do Rio Grande.
c) Aos anseios de civilização e prosperidade das várias regiões do Império entravados pela utilização do trabalho escravo.
d) Aos interesses conservadores em liquidar, ainda que pelo recurso às armas, a centralização defendida pelos estancieiros e charqueadores gaúchos.
e) Aos anseios centralizadores, definidos como os únicos capazes de fazer avançar a sociedade "na carreira da civilização e prosperidade". (Eles não queriam mudanças na sociedade, pois era uma revolta da elite e os líderes eram pivilegiados)

10) (UFRRJ) Sobre as revoltas que assolaram a sociedade brasileira no período regencial, entre 1831 e 1840, pode-se dizer:

I. Expressavam a insatisfação de setores de elites regionais com o poder central no Rio de Janeiro. (Verdadeiro)
II. A Cabanagem no Pará e a Balaiada no Maranhão desafiaram as bases da sociedade brasileira de então: a grande propriedade e a escravidão. (Verdadeiro)
III. Revelavam somente o descontentamento dos setores mais desfavorecidos como o dos pequenos proprietários, camponeses, índios e escravos. (Falso, pois a maioria das revoltas era comandada pela elite)

Admite-se como correto:

a) apenas a afirmativa I.
b) apenas a afirmativa III.
c) as afirmativas I e II.
d) as afirmativas II e III.
e) as afirmativas I, II e III.


- Jéssica Costa

domingo, 25 de maio de 2008

SIMULADO - 23/05/08

1) (FESP) Ser livre
Um povo livre vive num país livre
na cidade livre, na rua livre, na casa livre.
Colônia e escravidão
caminham na mesma direção
Quem declara independência
e não declara abolição
vai ver é livre nada
apenas mudou de patrão.
A liberdade da Nação é a soma das liberdades
de cada cidadão
(Milton Nascimento e Fernando Brant)

Os versos acima colocam em discussão algumas questões básicas de nossa História. Refletindo sobre elas podemos afirmar que:

1. a Carta Outorgada de 1824, regulamentando a vida institucional do Brasil independente, marginalizava a maioria da população brasileira dos benefícios da Independência.
2. o fracasso das revoltas populares como a Revolução dos Padres ou a Confederação do Equador, com propostas mais radicais de avanço social, indica a incapacidade das massas para construir sua liberdade.
3. o Brasil se constituiu, de fato, como nação a partir da independência, quando todos os brasileiros passaram a ser tratados como iguais.
4. a Independência do Brasil representou, os anseios de uma parcela de sua população. A Inglaterra também possuía interesses econômicos na emancipação do Brasil.
5. a independência, em 1822, não significou o fim da colonização que, sob formas sutis de dominação, continua presente ainda nos nossos dias, na forma de agir de brasileiros sobre outros brasileiros.

Assinale a opção correta:

a) 1, 3, 5
b) 2, 4, 5
c) 2, 3, 4
d) 1, 2, 3
e) 1, 4, 5

2) (UNICAP - adaptada) No Brasil, já tivemos diferentes estruturas partidárias, a contar dos partidos surgidos no Segundo Império. Assinale a alternativa incorreta.

a) no final da regência, formam-se os partidos Conservador e Liberal;
b) Os liberais radicais, ou exaltados, defendiam radicalmente a Monarquia;
c) os liberais moderados eram favoráveis ao escravismo e aos latifúndios;
d) os restauradores desejavam a permanência de D. Pedro I no poder, para restaurar a ordem do país;
e) os liberais radicais defendiam o estabelecimentos de uma República Federativa.

3) (FUVEST) A Sabinada, que agitou a Bahia entre novembro de 1837 e março de 1838,

a) tinha objetivos separatistas, no que diferia frontalmente das outras rebeliões do período.
b) foi uma rebelião contra o poder instituído no Rio de Janeiro, que contou com a participação da classe média urbana.
c) assemelhou-se à Guerra dos Farrapos, tanto pela postura anti-escravista, quanto pela violência e duração da luta.
d) aproximou-se, em suas proposições políticas, das demais rebeliões pela defesa do regime monárquico.
e) pode ser vista como uma continuidade da Rebelião dos Alfaiates, pois os dois movimentos tinham os mesmos objetivos.

4) (CESGRANRIO) O período regencial (1831-1840) foi marcado, na história do Império brasileiro, pela instabilidade política, como se observa no(a):

a) reforço da política centralizadora que permitiu o fim das rebeliões provinciais.
b) envolvimento do Império em confronto com os países platinos.
c) caráter restaurador de diversas revoluções como a Farroupilha.
d) vitória do movimento regressista, que desejava a revisão do Ato Adicional.
e) oposição dos setores liberais às reformas implantadas pelo Ato Adicional.

5) (UFRRJ) Sobre as revoltas que assolaram a sociedade brasileira no período regencial, entre 1831 e 1840, pode-se dizer:

I. Expressavam a insatisfação de setores de elites regionais com o poder central no Rio de Janeiro.
II. A Cabanagem no Pará e a Balaiada no Maranhão desafiaram as bases da sociedade brasileira de então: a grande propriedade e a escravidão.
III. Revelavam somente o descontentamento dos setores mais desfavorecidos como o dos pequenos proprietários, camponeses, índios e escravos.

Admite-se como correto:

a) apenas a afirmativa I.
b) apenas a afirmativa III.
c) as afirmativas I e II.
d) as afirmativas II e III.
e) as afirmativas I, II e III.

6) (PUC-RS) "Na sociedade feudal, o vínculo humano característico foi o elo entre subordinado e o chefe mais próximo. De escalão em escalão, os nós assim formados uniam, tal como se se tratasse de cadeias infinitamente ramificadas, os menores aos maiores." (BLOCH, Marc. A sociedade feudal.)

O texto acima refere-se à

a) hierarquia entre os Estados Nacionais.
b) relação existente na comunidade dos burgueses e dos proletários.
c) organização política das cidades medievais.
d) relação de suserania e vassalagem.
e) hierarquia eclesiástica da Igreja Ortodoxa cristã.

7) (UFES) Ao feudalismo europeu, na Idade média, correspondeu uma forma de organização com a qual identificamos, exceto:

a) Descentralização do poder.
b) A propriedade da terra como base econômica dos senhores feudais.
c) A condenação do feudalismo pela Igreja.
d) A vida social caracterizada por laços de dependência.
e) As doações de terras podendo estabelecer as relações de vassalagem: o senhor doador era o suserano e o senhor que recebia era o vassalo.

8) (FESP 1999) A religião islâmica continua tendo uma forte penetração no mundo árabe. Ela consegue mobilizar multidões, como conseguiu nos tempos da Idade Média. Seus preceitos são radicalmente diferentes dos definidos pelo cristianismo. Não há como estabelecer relações entre essas duas religiões.

A análise feita acima é:

a) Historicamente correta.
b) Totalmente incorreta.
c) Parcialmente incorreta, pois existem semelhanças entre o cristianismo e o islamismo.
d) Correta apenas no que se refere à capacidade de mobilização do islamismo.
e) Correta, pois o islamismo é politeísta, não podendo ser comparado com o cristianismo

9) (Fuvest) Do Grande Cisma sofrido pelo cristianismo no século XI, resultou:

a) o estabelecimento dos tribunais da Inquisição pela Igreja católica.
b) a Reforma protestante, que levou à quebra da unidade da Igreja católica na Europa Ocidental.
c) a heresia dos albigenses, condenada pelo papa Inocêncio II.
d) a divisão da Igreja em católica romana e ortodoxa grega.
e) a Querela das Investiduras, que proibia a investidura de clérigos por leigos.

10) A respeito do Império Bizantino analise as afirmativas abaixo.

1 – Sua capital, Constantinopla, corresponde à antiga colônia grega de Bizâncio.
2 – O governo de Justiniano corresponde ao apogeu do Império e foi marcado por grande prosperidade e ininterrupta paz social.
3 – Após a quedo do Império Romano do Ocidente, os bizantinos vivenciaram um processo de ruralização e declínio do comércio..
4 – A queda de Constantinopla é o marco inicial da Idade Média.
5 – Durante as cruzadas, Constantinopla foi dominada e passou a ser controlada por setores da burguesia de algumas cidades italiana.

Estão corretas as afirmativas:

a) 1 e 5
b) 1 e 3
c) 3 e 4
d) 1 e 2
e) 2 e 5

Império Árabe - Continuação

Expansão Árabe:

Fatores internos - Promessa de salvação para quem morresse na Jihad (Guerra santa contra infiéis), A população crescia e necessitava de mais espaço e tinha grande capacidade de integração.

Fatores externos - Guerras entre os impérios Persa e Bizantino (Favorecendo o domínio dos árabes pelo enfraquecimento das regiões.)

Os árabes conquistam o Norte da África e a Península Ibérica. Tentam invadir além da Península Ibérica mas são barrados pelos Francos.

Dinastias depois de Maomé (Sogro de Maomé – Califas – Omiadas – Abássidas - ...)

Omiadas – Período de conquistas
Abássidas – Decadência (Califados independentes -> Fragmentação política agravada com a divisão religiosa em sunitas e xiitas).

Sunitas:
- Acreditavam no Alcorão e na Sunas (escrituras de pessoas que conviveram com Maomé).
- Acreditavam que qualquer fiel poderia comandar o Império.

Xiitas:
- Só acreditavam no Alcorão
- Apenas familiares de Maomé poderiam ser líder árabe.

Decadência: Fragmentação política, desentendimento religioso, oposição dos cristãos.

(Terça-feira tem o teste, em? História Geral e História do Brasil.)

Revoltas Regênciais - Continuação

Cabanagem (1835-1840) - Pará

Quando declarada a independência, a província do Grão-Pará ainda continuava ligada com Portugal e o governo de D. Pedro I foi instituído à força. A economia local estava estagnada e os soldados insatisfeitos com o soldo, o poder central e as autoridades. (Única rebelião em que as camadas mais pobres ocuparam o poder, tendo como participantes fazendeiros, comerciantes, militares e a população mais pobre da região.)

Motivos:
• A péssima condição de vida das camadas mais baixas da população;
• A insatisfação das elites (Irrelevância política à qual a província foi relegada após a independência do Brasil);
• Insatisfação do povo com o novo presidente da província (Bernardo Lobo de Souza);
• A relação conflituosa entre os comerciantes e fazendeiros;
• A oposição ao recrutamento forçado.

Líderes: Antônio e Francisco Vinagre (lavradores), Felix Antonio Clemente Amlcher (fazendeiro), Eduardo Angelim (seringueiro), Vicente Ferreira Lavor (jornalista), Cônego Batista Campos.

Presidentes da província:
Bernardo Lobo de Souza - Nomeado pelo GOVERNO CENTRAL, foi assassinado dando início a ação dos rebeldes.
¹ Félix Clemente Malcher - Os cabanos o colocaram no poder, mas foi contra os próprios rebeldes, sendo assim deposto e também assassinado.
² Francisco Pedro Vinagre – Nomeado pelos cabanos, foi acusado de traição (Ajudando tropas legalistas e prometido entregar a presidência da Província a quem fosse indicado pelo Governo Regencial). Com ajuda de Francisco Vinagre as FORÇAS REGÊNCIAIS RETOMARAM BELÉM.
Manuel Jorge Rodrigues – Nomeado pelo GOVERNO CENTRAL, pela traição de Francisco Vinagre.
³ Eduardo Angelim – Depois da derrota na capital os cabanos foram para o interior e conseguiram a adesão de uma camada mais humilde da população. Retomaram Belém após nove dias de luta e Eduardo Angelim foi escolhido para o terceiro governo cabano. (Durou apenas dez meses)

Repreensão:
Abril de 1836 – O até então regente Feijó mandou uma tropa comandada pelo brigadeiro Francisco José Soares de Andréia, que conquistou a capital.

Os cabanos voltaram para o interior, e continuaram sob o governo de Eduardo Angelim por mais três anos (APENAS NO INTERIOR, A CAPITAL ESTAVA SOB O GOVERNO DO GOVERNADOR ELEITO PELO GOVERNO CENTRAL.)

1840 – A situação da Província foi controlada pelas tropas do governo central com violência e brutalidade.

Cerca de 30 mil pessoas morreram em incidentes criminosos promovidos por mercenários e pelas tropas governamentais.

Sabinada (1837-1838) – Salvador

Movimento da classe média urbana. Com forte sentimento antilusitano, os revoltosos acalmaram-se com a abdicação de D. Pedro I, mas logo novas manifestações ocorreram.

Motivos:
• Baixa produtividade agrícola (gerando saques nos armazéns);
• Forte seca;
• Aumento dos gêneros alimentícios;
• Insatisfação com o governo central devido a transferência de renda para o sudeste (Supremacia do Sudeste, dinheiro pago em Salvador era gasto com o Sudeste. Essa questão está como motivo também de outras revoltas regenciais);
• Forte sentimento antilusitano;
• Defesa do federalismo.

Além da classe média urbana (profissionais liberais, funcionários públicos, pequenos comerciantes e artesões), também participaram tropas militares.

Líderes: Francisco Sabino*, João Carneiro da Silva Rego.

Os revolucionários queriam um governo independente do Brasil SÓ DURANTE A REGÊNCIA, pois não confiavam em um governo regencial. Agiam apenas em benefício próprio, assim como o governo. Em Salvador ficaram os rebeldes e quem não concordava com o movimento ia para Cachoeira. Os rebeldes proclamaram a “República Baiana” e só seria independente do governo central até a maioridade de D. Pedro II. A repressão era organizada em Cachoeira, onde ficava o governo legal.

Repreensão:
Isolados em Salvador e cercados de forças vinda de Pernambuco e do Rio de Janeiro, os rebeldes se renderam depois de fracassarem ao tentar apoio no interior baiano. A repressão foi de extrema violência, deixando mais de mil mortos e três mil feridos. A cidade de Salvador foi parcialmente incendiada e muitos rebeldes jogados no fogo. Os que escaparam foram julgados pelos grandes senhores rurais, os JÚRIS DE SANGUE. Alguns líderes foram condenados à morte, mas ninguém foi executado.

Balaiada (1838 – 1841) – Maranhão e Piauí

Liberas -> Bem-te-vis
Conservadores -> Cabanos


Motivos:
• Queda da exportação de algodão;
• Aumento dos impostos e dos alimentos;
• Recrutamento forçado (Maneira de prejudicar o opositor, recrutando seus vaqueiros e peões).

Os conservadores estavam no poder com Araújo Lima, depois do governo liberal de Feijó. Quando encontravam-se no poder, o partido fazia de tudo para diminuir o poder do opositor, então os conservadores estariam de certa forma se vingando do período em que os liberais tinham governado. Essa vingança afetava a população mais humilde (Vaqueiros, artesões, quilombas...) Os revoltosos dominam o quartel e a cadeia e libertam os presos, o movimento espalha-se pelo sertão e em 1839 TOMAM A CIDADE DE CAXIAS. Os bem-te-vis apoiavam “ocultamente” o movimento enquanto a proporção era pequena, quando se viram a possibilidade de um progresso dos revolucionários, com o domínio de Caxias, juntam-se com os cabanos para reprimir a revolta.

Repreensão:
Em 1840 o Coronel Luís Alves de Lima e Silva (futuro Duque de Caxias) foi nomeado governador da Província e no ano seguinte conseguiu pacificar a província.

Revolução Farroupilha (1835-1845) - Rio Grande do Sul

Antecedente:
Origem do Rio Grande do Sul –
Bandeirantes passaram a invadir as missões (catequese indígena) para pegar os índios e escravizá-los. Depois os bandeirantes passaram a ir ao Rio Grande do Sul para caçar bois (rebanhos selvagens) ao invés de índios. -> Preação do gado.
Pecuária - Intensiva – Estâncias
Depois daí começa a Charqueada, maneira que descobriram para conservar a carne.

Motivos:
• Desejo de maior autonomia para a Província;
• Influência das idéias republicanas do Uruguai, Argentina e Paraguai;
• Insatisfação alfandegária
- Imposto elevado do sal -> matéria-prima da charque
- Imposto baixo da charque platina(charque estrangeira)
Queriam baixar os impostos do sal e aumentar o da charque platina.
• Mesmo depois da elite rica e poderosa, o Rio Grande do Sul continuava esquecido pelo governo brasileiro.

A revolução contou com a participação de estancieiros e peões (massa popular sempre controlada pela elite.)

Líderes: Bento Gonçalves, Giuseppe Garibaldi, Davi Canabarro e Antonio de Souza Neto.

A charque era o alimento dos escravos, as regiões que mais tinham escravos e consequentemente que mais consumiam a charque era a Sudeste e Nordeste, justamente onde localizava-se o governo que tinha poder de baixar e aumentar impostos. Se o governo aumentasse os impostos da charque platina teriam que comprar charque mais cara, e abaixando os impostos do sal arrecadariam menos impostos. Precisariam assim de mais dinheiro para a alimentação dos escravos e a produção de açúcar e café ficaria consequentemente mais cara. Só nos dias de hoje com uma visão distante do problema, surgiu a possibilidade de que o preço mais alto da charque brasileira era por conta da mão-de-obra escrava (os escravos na época custavam uma fortuna) não estimulada, produzindo menos, enquanto a charque platina era com mão-de-obra livre, produzindo bem mais.

Os rebeldes tomaram Porto Alegre e proclamaram a República do Piratini. Separando-se do Brasil não tinham para quem vender a charque, sufocando a principal atividade econômica, mas ainda agüentaram dez anos isolados. Em 1839 proclamaram a República Caratinense, espalhando a rebelião.

Repreensão:

Com a nomeação de Luís Alves de Lima e Silva (Duque de Caxias) em 1842, iniciou-se a pacificação da Província. Os rebeldes foram isolados e a comunicação o abastecimento cortados. Em 1845 os rebeldes aceitaram a PROPOSTA DE PAZ DE CAXIAS: ampla anistia, libertação dos escravos rebeldes, os militares rebeldes foram incorporados no exército imperial, devolução das propriedades tomadas durante o conflito e ALTERAÇÃO DA POLÍTICA DE COBRANÇA DE IMPOSTOS. (A revolta não foi abafada com violência, por fim, acabaram conseguindo o que queriam. Duque de Caxias não foi repreensivo como na Balaiada, pois tratava-se de elite.)

sexta-feira, 23 de maio de 2008

Resumo - Regência

REGÊNCIA TRINA PROVISÓRIA (ABRIL/JUNHO 1831)

• Readmissão do “Ministério dos Brasileiros”
• Anistia dos presos políticos.
• Suspensão do poder moderador
• Limites dos poderes dos regentes
- o poder maior seria representado pelo legislativo.

REGÊNCIA TRINA PERMANENTE (1831-1835)
• Eleita para um mandato de 4 anos
• Composta por representante militar, representante da aristocracia rural do “norte” e do “sul” - todos do partido Liberal Moderado.
• O ministério da justiça foi ocupado pelo Padre Diogo Feijó.
• Levante militar no Rio de Janeiro (crise de julho). Desejava:
Reforma da constituiçãoo
Deportação de alguns portugueses
Suspensão da emigração portuguesa
Destituição do ministro Feijó.
• 1831 - Criação da Guarda Nacional - coronelismo
• 04/1832 - tentativa de golpe dos restauradores
• 07/1832 - tentativa de golpe de Feijó
• 11/1832 - elaboração do Código do Processo Criminal - Características:
Reforçava o poder local (tendência descentralizadora e liberal)
Os Juízes de Paz passaram a ser eleitos pela população local.
Além das funções judiciárias e administrativas, os juízes de paz passaram a controlar a força policial.
Na prática, os juízes de Paz eram controlados pela elite local.
• Ato Adicional de 1834 – Reforma da constituição de 1824 - CARACTERÍSTICAS:
Tentativa de conciliar os interesses dos diversos grupos políticos
Extinção do Conselho de Estado – dominado pelos restauradoreso Criação das Assembléias Legislativas Provinciais, (poder de decisão) em substituição aos antigos Conselhos de Província (consultivo)
Transformou o Rio de Janeiro em município neutro o Substituição da Regência Trina pela Regência Una.
O Regente seria eleito pelo voto dos eleitores de província para um mandato de 4 anos.
Semelhança da Regência Una com o governo republicano;

REGÊNCIA UNA DE FEIJÓ (1835-1837)
• Eleito com uma pequena margem de vantagem;
• Forte oposição do legislativo;
• Fez pesadas críticas à Igreja;
• Incapaz de controlar as revoltas;
• Disputas dentro do partido Liberal moderado;
• Renúncia de Feijó.

PARTIDOS POLÍTICOS NA REGÊNCIA DE FEIJÓ
Partido Restaurador + Parte do Partido Moderado = Partido regressista
- Consideravam o Ato Adicional o “Código da anarquia”.
- Defendiam a Lei de interpretação do Ato Adicional.
- Acreditavam que a centralização do poder era a única forma de conter as rebeliões do período;
Partido Radical + Parte do Partido Moderado = Partido Progressista
- Defendiam a manutenção da autonomia provincial e do Ato Adicional;
- Apoiaram o Golpe da Maioridade.

REGÊNCIA UNA DE ARAÚJO LIMA (1838-1840)
• Conservador
• “Regresso à ordem constitucional”
• Harmonia entre Executivo e Legislativo
• Violenta repressão às rebeliões do período
• Nomeação do “Ministério das Capacidades” (conservador)
• Fundação do Partido Liberal e do Partido Conservador
• Elaboração da Lei de Interpretação do Ato Adicional (1840) – que limitava os poderes das Assembléias Legislativas Provinciais. Para evitar o “regresso conservador”, o Partido Liberal (antigo progressista) fundou, com o apóio do grupo palaciano, o Clube da Maioridade.

O “golpe da maioridade” representou o fim do período regencial e o início do II Reinado.

Esse fim de semana atualizaremos o blog com o assunto visto durante semana.