domingo, 18 de maio de 2008

Aula do dia 15/05

Na aula do dia 15/05, a professora Viviane Galvão iniciou o assunto de Revoltas Regenciais (ficha):

1- Cabanada ou Guerra dos Cabanos:
Localização:
Pernambuco e Alagoas (antes, parte do território pernambucano)
Líderes: Domingos Lourenço Torres Galindo e Vicente de Carvalho
Data: 1832 a 1835
Manifestação por parte dos restauradores contra o governo regencial (republicano, anti-religioso e inimigo da propriedade), o predomínio do Sudeste e antilusitanismo dos exaltados. Se concentrou na zona da mata e no agreste.
Participaram sertanejos, trabalhadores rurais e escravos. Nas cidades, o movimento foi liderado pelos comerciantes portugueses.
Os grupos urbanos buscaram apoio entre as populações rurais, pelo fato da bandeira restauradora ter enfraquecido o movimento na área urbana. Em 1834, com a morte de D. Pedro I, os rebeldes aceitaram a anistia oferecida pelo governo provincial através de D. João da Purificação Marques Perdigão.
Obs: * Primeiro movimento ocorrido em Pernambuco em defesa da monarquia.
* Não confundir com a Cabanagem, que ocorreu no Pará.

2- Revolta dos Malês ou dos Muçulmanos:
Localização: Bahia
Líderes: Manuel Calafate, Aprígio, Pai Inácio, Pacífico Licurgo (Licutan), Ahuna (Aluna)
Data: 1835
Cerca de metade da população de Salvador era composta por negros escravos ou libertos, de diferentes culturas e procedências africanas, dentre as quais a islâmica, como hauçás e os nagôs, chamados de Malês. Protestaram contra a escravidão, imposição católica e desejavam uma monarquia que mantivesse a escravidão dos não-muçulmanos.
Participaram os negros muçulmanos da Bahia, sendo a maioria deles “negros de ganho”, tendo facilidade em circularem pela cidade e possuíam um relativo grau de organização chegando a formar sociedades secretas islâmicas.
Redigiram planos em árabes e conseguiram atacar o quartel que controlava a cidade, mas foram massacrados pelas tropas da Guarda Nacional, pela política e por civis armados que temia a possibilidade de sucesso da rebelião. As punições variaram entre pena de morte, trabalhos forçados, degredos e açoites.
Obs: * Alguns historiadores consideram Pacífico Licurgo e Licutan como duas pessoas diferentes.


Como, provavelmente, o exercício valendo pontuação será feito essa semana, fizemos um resumo do capítulo de Regência:

* O príncipe herdeiro tinha apenas cinco anos, quando D. Pedro I abdicou o trono, assim, no próprio dia da abdicação do imperador, 7 de abril de 1831, a Assembléia Geral elegeu em regime de urgência, uma regência provisória.
* Os governos regenciais se classificam em quatro: Regência Trina Provisória, Trina Permanente, Una de Feijó e Una de Araújo Lima.
* O ideal conservador e centralista se fortaleceu com a eclosão de revoltas e a permanência do clima de agitação em todo o país.
* Ocorreu um reagrupamento político que deu origem a três correntes: moderados ou chimangos – favoráveis às reformas, tendo em vista o federalismo e o fim do poder vitalício; restauradores ou caramurus – eram partidários do retorno de D. Pedro I ao trono; exaltados ou jurujubas – defendiam o federalismo, o fim do poder vitalício e a democratização da sociedade.
* O grupo dos exaltados aliou-se aos liberais moderados, fundando a Sociedade Defensora da Liberdade e Independência Nacional. Apesar da iniciativa ter partido dos exaltados, ela ficou sendo controlada pelos moderados.
* A crise de julho foi quando ocorreu a sublevação do 26º batalhão de infantaria no Rio de Janeiro, apoiado pelo Corpo de Polícia. Os revoltosos queriam a reforma democrática da Constituição, a suspensão da emigração portuguesa por dez anos e a exoneração do ministro da Justiça.
* O governo dos moderados equipou-se com a Guarda Nacional, que era uma força repressiva fiel e eficiente (manutenção da ordem pública). Os membros dessa Guarda nas grandes cidades eram recrutados entre aqueles que possuíam renda igual ou superior a 200 mil-réis. Nas cidades menores, a renda era de 100 mil-réis. A Guarda foi testada com sucesso em 1831 e 1832, no Rio de Janeiro e em Pernambuco, contra rebeliões populares.
* Feijó articulou um golpe para tirar José Bonifácio da tutoria do príncipe herdeiro, porém o golpe não aconteceu, devido à falta de convicção dos deputados moderados que foram traídos por Honório Hermeto Carneiro Leão. Isso levou à demissão de Feijó.
* Mesmo com o fracasso do golpe dos moderados, o conjunto de reformas defendidas por eles conhecido como Ato Adicional foi aprovado. Nele estavam determinados:
- Através de um acordo com os restauradores foi aprovada a lei de 12 de outubro de 1832, que deu aos deputados a serem eleitos, em 1833, poderes constituintes para reformar a Carta de 1824.
- Com a aprovação do Código de Processo Criminal, o poder concentrou-se nas mãos dos juízes de paz, eleitos pela população local. Contudo, foram facilmente controlados ou neutralizados pelos grandes proprietários locais, que não recebiam punição pelos seus crimes.
- Os Conselhos de Províncias, cederam lugar às Assembléias Legislativas.
- O Conselho de Estado foi abolido.
- A Regência Trina foi transformada em Una e eleita pelo voto direto.
- A cidade do Rio de Janeiro tornou-se um município neutro.
- A vitaliciedade do Senado foim preservada, o que significou uma concessão aos restauradores.
* O Ato Adicional foi criado para ser um instrumento conciliador, procurando – sem êxito – equilibrar as três principais forças políticas.
* O movimento restaurador teve seu fim com a morte de D. Pedro I, e após a regência decretar a destituição de José Bonifácio da tutoria, juntamente com sua prisão domiciliar.
* Após a morte de D. Pedro I, o centralismo começou a ser visto com simpatia por alguns moderados, devido à consciência do perigo que representava seu enfraquecimento para a época de crise que se encontravam.
* A vitória de Feijó nas eleições contra Holanda Cavalcanti, um rico senhor de engenho de Pernambuco, representou a vitória dos progressistas.
* Feijó (moderado) acabou enfraquecido politicamente pelo fato de não ter percebido os regressistas como um agrupamento muito poderoso, que expressava o ponto de vista da elite dominante do país, por cometer a imprudência de entrar em conflito com a Igreja e ainda não contava com o apoio do Legislativo.
* Araújo Lima inverteu a tendência progressista representada por Feijó, implantando a regressista.
* A harmonia entre Legislativo e Executivo, ambos regressistas, favoreceu a coesão da aristocracia rural, que então pôde enfrentar com firmeza as várias rebeliões que incendiavam o país.
* Fundaram o Clube da Maioridade, dizendo que o príncipe podia se tornar imperador aos quinze anos. Isso pôs fim ao período regencial e deu início ao Segundo Reinado.

11 comentários:

catarinaalves__ disse...

Ítem 1: Dom Pedro de Alcantara ainda não era imperador, ele era um príncipe. Após o Golpe da Maioridade que ele tornou-se Imperador.

Ítem 2: É Regência Una e não Uma.

- Vale lembrar que o período regencial deve ser dividido em: “Avanço Liberal (1831-1837)” e “Regressismo Conservador (1837-1840)”.


Ficou ótima essa síntese =)

bjo turma :*

catarinaalves__ disse...

psiiiu, as revoltas também irão cair no teste? qual é o dia mesmo?

Anônimo disse...

As revoltas vão cair no teste, que vai ser dia 27/05.

Viviane disse...

Catarina,

Fiz algumas observações a respeito do resumo, as meninas deverão realizar as correções...

Beijos

Iris disse...

* Na Revolta dos Malês, os rebeldes possuíam um certo grau de organização, porém eles foram denunciados por um liberto e sua esposa, fazendo com que tivessem que agir "às pressas", facilitando o trabalho das tropas da Guarda Nacional, para a contenção da revolta.

* Na Guarda Nacional, como foi dito, as pessoas eram recrutadas, pela sua renda. Existiam os Coronéis, que eram "eleitos" pelos integrantes da mesma. Coincidência ou não, os Coronéis, eram sempre as pessoas que tinham mais dinheiro (cargo comprado).

Tirei essa dúvida dos Coronéis, hoje com vivi, talvez alguém, também estivesse com a mesma!
beeeijos! :*

Viviane disse...

Os dois ítens abaixo NÃO fazem parte das determinações do Ato Adicional! Eles ocorreram antes!

Cuidado! È preciso saber direitinho o que dizia o Ato.

- Através de um acordo com os restauradores foi aprovada a lei de 12 de outubro de 1832, que deu aos deputados a serem eleitos, em 1833, poderes constituintes para reformar a Carta de 1824.

- Com a aprovação do Código de Processo Criminal, o poder concentrou-se nas mãos dos juízes de paz, eleitos pela população local. Contudo, foram facilmente controlados ou neutralizados pelos grandes proprietários locais, que não recebiam punição pelos seus crimes.

Viviane disse...

Coloquei na comunidade de História o resumo da regência (transparência) Confiram!!

Achei um site que faz um resumo legal sobre o mesmo assunto:

http://www.casadehistoria.com.br/indice.htm

Camila Rebeca disse...

O termo CABANOS era usado para xingamento, e foi utilizado não só para a Cabanagem, mas também em outras revoltas.
alguém sabe me lembrar quais eram as outras revoltas em que esse nome aparecia?

Donald disse...

viviane nao to conseguindo entrar na comu de hiistória nao deve ta com algum problema.. tem como a senhora ver isso...
brigadoo

bab. disse...

Algumas anotações que fiz na ficha nessas duas revoltas:

Cabanada:

Em Pernambuco predominava
- Anti-lusitanismo
- Liberalismo
- Muitos exaltados
(Setembrada/Novembrada/Abrilada)

Os interesses na Cabana eram diferentes das revoluções anteriores que tinham essas características, sendo uma revolução de restauradores representando interesses portugueses.

Entre suas reinvidicações falavam sobre o predomínio do Sudeste "O dinheiro pago aqui, gastava-se com o Sudeste".

A elite interessada nessas mudanças conquistaram a população rural por ser mais desinformada. (Amedrontavam a população dizendo que a regência se tornaria república, considerada anticristã).

CABANADA – ELITE MANIPULANDO A POPULAÇÃO DESINFORMADA
DIFERENTE DA
CABANAGEM – REVOLTA POPULAR(Que vai ser comentada no próximo post.)

Revolta dos Malês:

Os escravos dividiam-se em:
- Africanos – pretos
- Brasileiros – Crioulo
- Mais escuros – Cabras
- Mais clara - mulatos

- Eito(apenas trabalho braçal)
- Domésticos(de preferência mulatos)
- Especialistas(que dominam alguma técnica)
- Negros de ganho(vive em semi-liberdade, trabalhava e ganhava uma parte mínima.)
- Libertos(Caso se envolvessem em algum escândalo poderiam voltar a ser escravos)

A REVOLTA DOS MALÊS FOI APENAS DOS AFRICANOS, MUÇULMANOS, NEGROS DE GANHO. Protestavam apenas contra a escravidão DELES.

Amanhã ou domingo eu e Rafaela atualizaremos! =] E vou postar agora o resumo de Vivi sobre a regência.

Viviane disse...

Boas observações Bárbara!