segunda-feira, 11 de agosto de 2008

PANORAMA ECONÔMICO DO BRASIL NO INÍCIO DO SÉCULO XIX

PANORAMA ECONÔMICO DO BRASIL NO INÍCIO DO SÉCULO XIX

- A economia brasileira encontrava-se em crise, com a Abertura dos Portos criada por D. João XI, devido à política tarifária liberal, Portugal e Inglaterra pagavam 15% para importação e os outros países 24%, causando assim um déficit na balança comercial brasileira. Com a independência a situação se agravou cada vez mais, a idenização paga à Potugal, as guerras de independência, a guerra cisplatina, a contratação de mercenários e o combate as revoltas regenciais provocaram o endividamento do Brasil Tendo assim como conseqüências:
- No período conhecido como Qüinqüênio Liberal foi decretada a Tarifa de Alves Branco (1844), o que representa a saída do liberalismo para o protecionismo. O governo brasileiro obtinha a maior parte de sua receita da cobrança de taxas alfandegárias. Contudo, desde os tratados de 1810, que reduziram os direitos para 15%, essa fonte de receita avia diminuída. Com a nova legislação os direitos alfandegários foram fixados em 20% para mercadorias sem similares nacionais e 60%, em caso contrário.
- As pressões internacionais contrárias à medida foram muitas, sobretudo por parte dos britânicos. As conseqüências dessa nova lei foram:
· Diminuição dos impostos
· Estimulo ás fabricas
· Aumento de arrecadação
· “Irritação dos Ingleses”
· Queda na importação

Obs: Como a exportação do açúcar não dava lucro, o Brasil começou a exportar o café.



A EXTINÇÃO DO TRÁFICO DE ESCRAVOS E O “SURTO” INDUSTRIAL


- Como os escravos não tinham dinheiro para consumir, começou-se a achar mais lucrativo o uso de trabalhadores assalariados. Com isso os ingleses ampliaram seu mercado consumidor, por outro, lado houve pressão das colônias inglesas que se sentiram prejudicadas por escravos assalariados.
- Em 1831 o Brasil cria uma lei que acabava com o tráfico de escravos, mas de nada adiantou. Essa lei recebeu até o codinome de “Lei para inglês ver”.
- Tendo abolido o tráfico em suas colônias a Inglaterra passou a exigir o mesmo do Brasil. Estabeleceu-se a proibição do tráfico acima da Linha equatorial, o que atingiu importantes centros fornecedores de escravos.
- Os governos luso-brasileiros e ingleses decidiram atuar conjuntamente na repressão ao tráfico. A Inglaterra estabeleceu o fim do tráfico negreiro como uma das exigências para o reconhecimento da independência do Brasil.
- O tratado fixou o prazo de três anos para sua completa extinção. O tráfico passou a ser considerado, a partir desse tempo, ato de pirataria sujeito às punições previstas no tratado. Mas o tráfico ainda ficou contínuo no Brasil. E a razão era simples: toda economia brasileira estava assentada no trabalho escravo. Em tal circunstância, a abolição do tráfico criaria enormes dificuldades à economia.
- Nenhum acordo assinado com a Inglaterra foi cumprido. A Inglaterra esforçou-se para fazer cumprir os tratados em meio às dificuldades.
- A passividade do governo brasileiro ante o tráfico fez a Inglaterra tomar uma atitude extrema. O parlamento britânico aprovou uma lei, chamada Bill Aberdeen (1845), conferindo à Marinha o direito de aprisionar qualquer navio negreiro que estivessem traficando escravos.
- O governo brasileiro finalmente curvou-se ante as exigências britânicas e o ministro Eusébio de Queirós promulgou a lei de extinção do tráfico (Lei Eusébio de Queirós- 1850)
- As conseqüências da extinção do tráfico foram:
· Aumento do preço dos escravos – devido ao reduzido números dos mesmos
· Crise na mão-de-obra
· Tráfico interprovincial (nordeste – sudeste) – os escravos eram comprados no Nordeste e vendidos para o Sudeste
· Incremento da imigração – eram chamados imigrantes para trabalharem, por custarem menos que o preço de um escravo
· O fim o tráfico libera capital, pois passaram a gastar quantias muito menores com os trabalhadores imigrantes, que passa a ser investido em outros setores. Assim, ocorrendo diversificação da economia.


Bianca e Daniella

3 comentários:

Bárbara Lima disse...

. Tarifa Alves Branco

- Liberalismo -> Protecionismo (A tarifa que antes era de 20% passa a ser 60%)
- estímulo às fábricas (Agora os produtos teriam capacidade de competir com os importados.)
- aumento da arrecadação de impostos (Com a desorganização na arrecadação de impostos, tinham como principal fonte de renda as tarifas alfandegarias - aumentando, a arrecadação aumentou.)
- "Irritação" dos ingleses.

. Lei de Eusébio de Queiroz

- aumento do preço dos escravos
- tráfico interprovincial (O Nordeste, com a cana-de açúcar sem dar lucro e cheio de escravos, vendem escravos para o Sudeste, que enriquecia com o café.
- incremento da imigração (mão-de-obra considerada qualificada e mais em conta que o abastecimento anual de escravos)
- Com a economia que faziam com a mão-de-obra imigrante, investiram o capital livre em outros setores gerando a DIVERSIFICAÇÃO DA ECONOMIA.

iris disse...

Com relação ao "surto" industrial:

O desenvolvimento industrial deste período, não passou de um "surto", não modificando o perfil agro-exportador da economia brasileira.


iris :)

catarinaalves__ disse...

APOGEU E CRISE DO AÇÚCAR:

Durante o século XVI e início do século XVII, o Brasil tornou-se o maior produtor de açúcar do mundo e o responsável pela riqueza dos senhores de engenho, da Coroa e de comerciantes portugueses. Mas foram sobretudo os holandeses que mais se beneficiaram com a atividade açucareira. Responsáveis pelas etapas de refinação e comercialização, segundo estimativas, obtinham a terça parte do valor do açúcar vendido.

O caráter exportador da economia, característico do pacto colonial (relação entre metrópole e colônia, segunda a política mercantilista), foi firmado pela maciça importação de mercadorias européias, como roupas, alimentos e até objetos decorativos, para garantir o sustento e a opulência em que viviam os senhores de engenho do Nordeste. Além disso, a participação dos holandeses e portugueses no comércio do açúcar foi fator que desviou a riqueza para as áreas metropolitanas.

Por razões dinásticas, entre 1580-1640, o monarca espanhol Filipe II passou a dominar vastas extensões da Europa. nesse período, Portugal e suas colônias também estiveram subordinados ao domínio espanhol.

Uma guerra de independência entre Países Baixos e Espanha levou os holandeses, conhecedores das técnicas de refino e comercialização do açúcar, a produzi-lo em suas colônias. Concorrendo em melhores condições com o produto brasileiro, causaram a queda do preço, entre 1650 e 1688, a um terço de seu valor. A crise da produção açucareira no Brasil trouxe prejuízos tanto para a economia portuguesa quanto para a colonial.

Diante da crise da produção colonial de açúcar, o rei de Portugal, D. Pedro II (1683-1706), procurou soluções para superá-la, apoiando-se na atuação de seu ministro, o conde de Ericeira, que baixou as leis "pragmáticas". Proibiu-se o uso de certos produtos estrangeiros, a fim de reduzir as importações e equilibrar a deficitária balança comercial lusa, além de reorientar as atividades produtivos no reino e nas colônias, com a ajuda de técnicos estrangeiros.

Estimulou-se no Brasil a produção do tabaco e outros produtos alimentares destinados à exportação, bem como intensificou-se a busca das drogas do sertão. Juntamente com a tentativa de revitalização da produção açucareira, essas medidas surtiriam efeitos positivos um pouco mais tarde, já no início do século XVIII, coincidindo com o princípio da atividade mineiradora.

Mesmo perdendo a supremacia no conjunto da economia colonial, o açúcar, que apresentava, nessa fase, uma rentabilidade bem menor que a de séculos anteriores e concorria num mercado bastante competitivo continuou a ser o principal produto nas exportações.


(ficou simples e rápida a contextualização desse texto) =)